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  • Fibromialgia

A fibromialgia é uma síndrome dolorosa não-inflamatória, caracterizada por dores musculares difusas, fadiga, distúrbios de sono, parentesias, edema subjetivo, distúrbios cognitivos e dor em pontos dolorosos específicos sob pressão (pontos no corpo com sensibilidade aumentada.

As dores da fibromialgia podem variar de níveis de intensidade dependendo do paciente, de quais são os pontos do corpo afetados, de qual o estágio da síndrome ele se encontra naquele momento, se ele está ou não em crise, pelas condições do clima, do equilíbrio hormonal (nas mulheres), do estado psicoemocional, entre outros fatores. As dores podem variar desde uma simples sensação dolorosa até níveis insuportáveis ao toque da(s) área(s), ao movimento ou também com o corpo inerte (parado). Podem se manifestar por períodos de horas, dias, meses ou permanentemente, em áreas diversas ou mais localizada.

A fibromialgia acomete cerca 2% a 4% da população adulta nos países ocidentais e as mulheres são 5 a 9 vezes mais afetadas do que os homens. A idade predominante do aparecimento dos sintomas oscila entre os 20 e os 50 anos. As crianças (há citações de casos com 2 anos de idade), os jovens e também os indivíduos acima de 50 anos também podem apresentar Fibromialgia.

A causa e os mecanismos que provocam fibromialgia não estão perfeitamente esclarecidos dentro da medicina, porém existem vários mecanismos prováveis, dentre eles e o que vamos ressaltar é o mau funcionamento das mitocôndrias das células.

 

Fibromialgia: o que é, como diagnosticar e como acompanhar?


José Eduardo Martinez



Fibromialgia
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A Fórmula da Fibromialgia desenvolvida possui vitaminas, minerais e suplementos específicos que aliviam não apenas os sintomas, mas também educam o funcionamento das células fazendo com que estas regularizem a dor. 

 

Fibromialgia

A fibromialgia é uma síndrome dolorosa não-inflamatória, caracterizada por dores musculares difusas, fadiga, distúrbios de sono, parentesias, edema subjetivo, distúrbios cognitivos e dor em pontos dolorosos específicos sob pressão (pontos no corpo com sensibilidade aumentada.

As dores da fibromialgia podem variar de níveis de intensidade dependendo do paciente, de quais são os pontos do corpo afetados, de qual o estágio da síndrome ele se encontra naquele momento, se ele está ou não em crise, pelas condições do clima, do equilíbrio hormonal (nas mulheres), do estado psicoemocional, entre outros fatores. As dores podem variar desde uma simples sensação dolorosa até níveis insuportáveis ao toque da(s) área(s), ao movimento ou também com o corpo inerte (parado). Podem se manifestar por períodos de horas, dias, meses ou permanentemente, em áreas diversas ou mais localizada.

A fibromialgia acomete cerca 2% a 4% da população adulta nos países ocidentais e as mulheres são 5 a 9 vezes mais afetadas do que os homens. A idade predominante do aparecimento dos sintomas oscila entre os 20 e os 50 anos. As crianças (há citações de casos com 2 anos de idade), os jovens e também os indivíduos acima de 50 anos também podem apresentar Fibromialgia.

A causa e os mecanismos que provocam fibromialgia não estão perfeitamente esclarecidos dentro da medicina, porém existem vários mecanismos prováveis, dentre eles e o que vamos ressaltar é o mau funcionamento das mitocôndrias das células.

 

Fibromialgia: o que é, como diagnosticar e como acompanhar?


José Eduardo Martinez


Prof. Associado da Disciplina de Reumatologia do Departamento de Medicina.



Resumo

O objetivo deste artigo é rever as principais características clínicas, critérios diagnósticos e métodos de acompanhamento clínico da fibromialgia. O autor apresenta ainda um pequeno histórico do conhecimento desta síndrome e comenta a necessidade da divulgação do conhecimento adquirido para a partir de um diagnóstico precoce melhorar a qualidade de vida dos pacientes. 


Palavras-chave: Fibromialgia. Diagnóstico. Evolução




INTRODUÇÃO

Pode-se conceituar a Fibromialgia como uma síndrome dolorosa de etiopatogenia desconhecida que acomete preferentemente mulheres, caracterizada por dores musculares difusas, sítios dolorosos específicos , associados, freqüentementedistúrbios do sono, fadiga, cefaléia crônica e distúrbios psíquicos e intestinais funcionais. Esta síndrome pode se apresentar isoladamente ou associada a outras síndromes ou doenças clínicas ou mesmo reumatólogicas, como hipotireoidismo, lupus eritematoso sistêmico, artrite reumatóide e outras.

A natureza subjetiva dos sintomas, a ausência de sinais além dos pontos dolorosos e a associação com distúrbios psiquiátricos provoca que ainda hoje discuta-se na literatura a validade da fibromialgia como diagnóstico isolado. É comum encontrar-se na literatura e mesmo em discussões com conceituados professores de Medicina a opinião que estamos lidando com uma variante de depressão ou com um dos tipos de somatização.

A uniformidade da apresentação clínica, os achados epidemiológicos e fisiopatológicos atuais já permitem que se ultrapasse essa discussão. A preocupação atual deve ser com a abordagem clínica e terapêutica desta síndrome. O estudo da fibromialgia tem sido realizado e divulgado prioritariamente no âmbito da reumatologia. Entretanto parece que o maior contigente de pacientes é atendido por clínicos gerais, em especial, nas unidades básicas de saúde, ou por especialidades afins, tais como a ortopedia e a fisiatria. Ainda, é de fundamental importância a difusão do conhecimento sobre esta síndrome entre outros profissionais da área de saúde, tais como fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.

objetivo principal deste artigo é apresentar as principais características desta síndrome, seus critérios diagnósticos e métodos de acompanhamento clínico.


HISTÓRICO

Balfour1, em 1824 e Valleix3, em 1841, descreveram pacientes com pontos musculares hipersensíveis à palpação e passíveis de desencadear dor irradiada .

Em 1904, Stockman11 descreveu áreas musculares circunscritas, inflamadas, dolorosas e sensíveis à dígito-pressão. O autor, realizando biópsias destas regiões, mostrou processo inflamatório do tecido conectivo.

Willian Gowers5, no mesmo ano, utilizou pela primeira vez o termo "Fibrosite". Defendia a existência de alterações inflamatórias no tecido fibroso do dorso, que produziriam um "reumatismo muscular", com ou sem história de trauma.

Desde essa época o termo vem sendo utilizado para uma variedade de entidades clínicas que envolviam as partes moles. Collins3, em 1940, definiu Fibrosite como um estado doloroso agudo, subagudo ou crônico dos músculos, tecido subcutâneo, ligamentos, tendões ou aponeuroses, independente da lesão anátomo-patológica que tenha originado a dor.

Smythe & Moldosfsky10, em 1977, restringe o uso da palavra Fibrosite à sintomatologia de pacientes que apresentassem dores músculoesqueléticas difusas acompanhadas de pontos dolorosos à dígito-pressão, fadiga e distúrbios do sono.

O termo Fibrosite vem sendo criticado desde essa época, em especial pela não confirmação das alterações inflamatórias descritas por Stockman11. Em 1981, Yunus8 propõe o termo "Fibromialgia", que vem sendo adotado pela maioria dos autores a partir daí.

O estudo da Fibromialgia sofreu atraso importante em razão da utilização indevida do termo Fibrosite, já que esta englobava uma grande variedade de entidades patológicas que afetavam as partes moles do sistema músculo-esquelético. Incluía desde acometimentos localizados, de várias causas, até queixas musculares difusas da Fibromialgia propriamente dita.


APRESENTAÇÃO CLÍNICA

quadro clínico da fibromialgia foi definido através de estudos descritivos de grandes séries de casos, publicados por alguns autores como Clark et al2, Yunus et al 8, Wolfe et al10 e Smythe & Moldosfsky10. Todos eles mostraram concordância em suas descrições quanto aos sintomas e sinais do exame físico.

Do ponto de vista epidemiológico há o predomínio do sexo feminino, raça branca e a idade de início varia dos 12 aos 55 anos.

Os sintomas incluem dores músculo-esqueléticas difusas, distúrbios do sono, fadiga, rigidez matinalde curta duração, sensação de edema, parestesias. A associação com outras síndromes de natureza funcional é uma constante. Entre elas pode-se citar a depressão, ansiedade, cefaléia crônica e a síndrome do cólon irritável. Essa sintomatologia altera-se em intensidade de acordo com algumas condições, ditas fatores moduladores. Entre elas, a literatura cita mais freqüentemente alterações climáticas, grau de atividade física, estresse emocional entre outras.

Um grupo de pacientes estudado por nós em 1990, na cidade de Sorocaba, SP apresenta manifestações semelhantes às encontradas nas grande séries da literatura7. Além das queixas necessárias para a inclusão neste estudo, foi encontrada freqüência alta dos seguintes sintomas: fadiga (95,7%), artralgia (93,7%), distúrbios do sono (91,4%), cefaléia crônica (91,4%), sensação de parestesias (87,2%), rigidez matinal (76,5%) e fogachos (76,5%). Este mesmo trabalho apontou associação entre a fibromialgia e depressão, ansiedade e distúrbio de personalidade.

O principal sintoma é sem dúvida a dor difusa. O caráter da dor já recebeu diversas descrições: peso, aperto, queimação, dolorimento, etc. Habitualmente a dor é referida como generalizada, porém não é rara a presença de áreas de maior intensidade. Geralmente essas regiões estão associadas à distúrbios posturais ou atividades físicas repetitivas.

Fazem também parte da sintomatologia dolorosa a alodínea e as disestesias. Conceitua-se como alodínea a dor resultante de estímulo que não seria normalmente doloroso. Disestesia é a sensação desagradável que varia desde amortecimento até agulhadas sentida nas extremidades.

A presença de vários fatores que podem influenciar a sintomatologia é uma constante na literatura internacional. Observa-se, em nossos casos, a presença das seguintes características moduladoras: alterações climáticas, grau de atividade física e estressores emocionais. Não encontramos nesse sentido discordâncias com achados da literatura.

Quanto ao exame físico, a única alteração característica é a hipersensibilidade dolorosa à dígito-pressão em áreas musculares circunscritas e específicas. O número de pontos a ser pesquisado varia de acordo com alguns autores entre 12 e 24 áreas. O Comitê Multicêntrico para a Classificação da Fibromialgia do Colégio Americano de Reumatologia padronizou a pesquisa de 18 áreas músculo-esqueléticas circunscritas5.

Ainda quanto ao exame físico, Granges & Littlejohn6, em trabalho recente, referem que existem outros sinais clínicos de importância ao diagnóstico, além dos pontos hipersensíveis à dor. Os sinais referidos por esses autores são os seguintes: limiar de tolerância à dor através de dolorimetria, hiperemia reativa da pele, complacência tissular do trapézio e músculos intercostais e teste da prega cutânea.

Em relação aos exames subsidiários (laboratoriais, radiológicos, cintilográficos e outros) eles caracterizam-se pela quase ausência de anormalidade nessa síndrome. Entretanto, devese citar o aparecimento de anormalidades no sono, quando os pacientes são submetidos ao exame de polissonografia. Essas são dadas por ondas alpha durante as fases não-REM do sono.

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